segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Noite de lu(l)a cheia

Caros leitores e seguidores do Blog,

Recebi um telefonema do Mestre João a convidar-me para ir apanhar umas lulas, convite esse que foi prontamente aceite uma vez que já tinha à bastante tempo as toneiras e os palhaços à feição.



Lá nos fizemos ao mar numa "chata" e fundeamos, não muito longe da costa, no intuito de as apanharmos na sua passagem para terra.



Apesar de ser noite de lua cheia foram entrando uns magotes de lulas, que foram compondo o balde, e, quando a lua foi ganhando força, ia dando um rebate de lulas a cada meia hora.



No final, contas feitas, apanhamos meio balde cada um, que já deu para fazer uns belos petiscos.
Lulas grelhadas


Lulas guisadas com batatas


Espetada de lulas


Lulas cheias ou recheadas


...e lulas fritas, das quais não tirei fotos : (

Saúde, da boa! ; ))

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Férias de Verão

Caros leitores e seguidores do Blog,
Com a chegada do Verão também chegam as merecidas férias à beira mar e os Marafados vão aproveitar para descansar e...pescar!



Os mares mansos convidam-nos a vestir o fato, a pegar na prancha e a saltar para as pedras ilhadas, onde se pode mariscar, apanhar uns peixes e desfrutar com os amigos.


Despedimo-nos, até ao final do Verão, desejando a todos umas óptimas férias, cheias de saúde e com boas capturas! ; ))

terça-feira, 28 de junho de 2016

Equipamento - Os Cabos

Os Cabos

Na gíria são chamados de cordas mas, em marinharia ou na pesca, tal termo não existe. As únicas cordas que existem são: a corda do relógio, a corda do piano e (a)corda que se faz tarde! O termo correcto é “cabo”.
O cabo é dividido em duas partes: as pontas e o seio, ou seja, todo o prolongamento do cabo ou qualquer porção dele.
De forma a garantir a segurança do pescador ou mariscador, que nunca deve ser descurada, são utilizados cabos de modo a apoiar nas decidas e subidas que requerem maiores cuidados e atenção.
Existem no mercado vários tipos de cabos, com características e preços diferentes. Geralmente, o preço varia em função da qualidade do cabo e do material com que é fabricado, se bem que hoje em dia já se consigam arranjar bons cabos a preços acessíveis. O peso dos mesmos também nos deve influenciar na sua escolha, pois, muitas das vezes, temos que carregar mais do que uma fiada de cabo para o pesqueiro, o que poderá envolver vários lances.
A sua textura é outro dos aspectos fundamentais que temos que ter em consideração aquando da sua aquisição porque existem cabos ásperos (que magoam as mãos), outros mais rijos (que dificultam a sua colocação nos sítios pretendidos) e outros mais absorventes (que ensopam com a água e tornam-se mais pesados).
De entre os cabos mais utilizados, destacam-se os de sisal, os de nylon, os de escalada e os de ráfia.


Sisal
O sisal (Agave sisalana) é uma planta originária do México e é a fibra vegetal mais dura que se conhece. Estes cabos são dos mais antigos e a sua origem remonta ao tempo dos Aztecas. São feitos a partir de fibras naturais e apresentam uma grande resistência. O seu apogeu aconteceu nas décadas de 60 e 70 mas ainda existem alguns pescadores e mariscadores que utilizam este tipo de cabo, nomeadamente os mais idosos, devido ao seu baixo preço.
Estes cabos são muito rijos, ásperos e ensopam com a água, pelo que há muito tempo que deixaram de ser utilizados. O seu peso, o surgimento de outros materiais e a pressão dos ambientalistas poderão ter contribuído para o seu quase total desaparecimento.


Nylon
Como o seu nome indica, este cabo é feito de uma fibra sintética denominada nylon. O seu uso ainda é frequente devido ao seu baixo preço e ao facto de não ensoparem. Já o seu peso e a sua textura áspera fazem com que, cada vez mais, se opte por outro tipo de cabos. Ainda é frequente ver-se este cabo em pesqueiros íngremes, onde desempenha a função de auxiliar.


Escalada
Estamos perante o cabo de eleição e o mais utilizado pelos pescadores! Este cabo é feito a partir de fibras sintéticas, sobretudo nylon, e fibras naturais, como o algodão. O seu interior, onde está a sua força, é revestido por uma “capa” que o protege da fricção com a rocha, evitando desta maneira que se desfie e parta, transmitindo total confiança a quem dele faça uso. O seu elevado preço e o facto de ensopar com a água poderão contribuir para que as pessoas optem por outros cabos no momento da aquisição.


Ráfia
A ráfia é uma fibra natural feita a partir de folhas de palmeira. As suas fibras são entrançadas, gerando um cabo de elevada resistência e leveza. Este cabo tem a particularidade de não ensopar. O seu peso é cerca de 50% menor em relação aos outros cabos. Comparativamente a preços, pode-se dizer que é dos mais baratos. Pessoalmente, considero este o melhor cabo e é o que uso com mais frequência.



Segurança, truques e dicas

-Verifique sempre o estado da estaca ou da pedra onde vai prender o cabo;
-Utilize luvas para ter maior aderência e não ferir as mãos caso o cabo deslize;
-Ao colocar o cabo para descer, tenha sempre atenção para que não se enrole nos pés;
-Deve manter sempre o cabo entre as pernas durante a subida e a descida;
-Nunca devem descer, ou subir, duas pessoas pelo mesmo cabo, ao mesmo tempo, pode algum escorregar e arrastar o outro consigo. Também pode acontecer soltar-se uma pedra e embater na pessoa que vem atrás;
-Isole o cabo nas pontas com fita-cola resistente para não se desfiar;
-Não dê nós porque, ao encolher o cabo, este se pode prender nas saliências e reentrâncias da rocha;
-Para mais fácil transporte, acondicione o cabo em grandes seios, de forma a poder transportá-lo ao tiracolo, ficando com as mãos livres;
-Utilize secções de mangueira, que deve enfiar no cabo, de forma a protege-lo de se danificar ao fazer fricção nas pontas aguçadas e cortantes da rocha.

Fiada ou madeixa de cabo de ráfia
(pode-se observar a mangueira e a ponta do cabo isolada com fita-cola)
Muito importante!

Nunca se aventure em pesqueiros de difícil acesso que não conhece. Vá sempre acompanhado por pessoas conhecedoras e experientes.

Abraço e saudações piscatórias! ; ))