Depois de algum tempo sem relatos, venho hoje falar das minhas últimas pescarias que se pautaram por pouco peixe devido às condições adversas. Apesar de a água parecer boa, existe no entanto alguns aspectos que não são observados a olho nu mas que em muito têm contribuído para alguns insucessos na pesca, tais como: limo, águas negras, ardentia, ranho em suspensão, etc.…Isto tudo tem sido provocado pelas “Nortadas” que se têm feito sentir nestas últimas três semanas.
Todos estes factores contribuem para que o peixe esteja pouco activo e opte por ficar entocado, esperando por melhores águagens para sair à procura de comida. Prova de isso mesmo é que quase todos os peixes apanhados vinham negros e mal ferrados, bem como a quase ausência de toques, sinónimo de que o peixe anda arredio.
Todos estes factores contribuem para que o peixe esteja pouco activo e opte por ficar entocado, esperando por melhores águagens para sair à procura de comida. Prova de isso mesmo é que quase todos os peixes apanhados vinham negros e mal ferrados, bem como a quase ausência de toques, sinónimo de que o peixe anda arredio.
Dada a escacez de peixe nas pedras ilhadas optei por experimentar algumas amostras, que recentemente adquiri, no sentido de ver se os Robalos já as atacavam e o trabalhar das mesmas. No entanto a existência de algum limo inviabilizou as minhas pretensões.
Mas não existem só coisas negativas. Também há a assinalar a existência de muito peixe miúdo, que é bom sinal, pois são estes que vão dar continuidade à espécie, cabendo aos pescadores conscientes devolvê-los ao mar para que esta seja assegurada.
Outro aspecto positivo é a vida marinha que está agarrada à pedra e que serve de comedia ao peixe. Existem pedras que estão repletas de perceves, mexilhão, lapas, burriés, ouriços e cracas. O limo velho já vai dando lugar ao limo novo. Tudo isto são factores que futuramente vão contribuir para o aparecimento do peixe, assim as águas o permitam, porque, como diziam os pescadores mais antigos “A água é que mata o peixe”!!!
O regresso às lides do Amigo Tó
Foi com grande satisfação minha que acompanhei o meu Amigo Tó no seu regresso à pesca, passados quase dois anos de interregno. Camarada de grandes pescarias, este foi um regresso esperado já que durante muitos anos fizemos uma dupla infernal que não dava tréguas aos Sargos na Carrapateira. Foi bom relembrar os ceirões de Sargos apanhados e as peripécias que aconteceram durante os longos anos que pescamos juntos. Nada melhor que uma pescaria, seguida de um bom repasto para actualizar a conversa e trocar impressões sobre a pesca na actualidade.
O primeiro “Chibo” do ano
Foi no Domingo passado que carreguei o meu primeiro “Chibo” do ano, passados que vão sete meses consecutivos de pesca. Considerando a frequência com que vou à pesca, este é um facto que, se calhar, muito pouca gente se pode orgulhar: sete meses sempre a apanhar peixe! Mas é como tudo na vida e pode sempre calhar-nos a nós. Na boa, na desportiva! É preciso é ter a humildade para o reconhecer e poder relatá-lo, facto este que muito pouca, ou quase ninguém, o admite ou relata.
Abraço e saudações piscatórias
