segunda-feira, 25 de maio de 2009

Três dias de Pesca Ilhada

Com marés grandes, pouco vento e mar de metro a metro e meio, segundo as previsões meteorológicas, estavam reunidas as condições ideais para a realização de umas pescas ilhadas. E assim ia sendo. Nos dois primeiros dias fui sozinho porque os camaradas tinham afazeres ou foram com outros camaradas.
Reparte-se as tarefas, no que diz respeito à sondagem de pesqueiros, de forma a sabermos onde morava o peixe. Foi o que aconteceu no primeiro e segundo dia. No terceiro dia, juntamo-nos todos e fomos para o pesqueiro que, no dia anterior, estava mais quente de peixe.

1º Dia de Pesca - 6ª feira 22 Maio

No primeiro dia escolhi um pesqueiro que, em pescas anteriores e com as condições apresentadas, já tinha sido bem sucedido.
Equipei-me e fiz uma caminhada, com prancha e mochila às costas, pela praia e por uma zona sinuosa de rebolos. Chegado ao sítio, joguei-me à água e nadei até uma pedra ilhada, que dista cerca de cem metros da costa.
Como a maré estava toda escorrida, optei por mariscar primeiro e pescar depois. Apanhei uns perceves, mexilhões e lapas. Com os furta camisas que tinha apanhado na noite anterior, ao candeio na maré, chegava para umas horas de pesca.
Deu a porrada de enchente e esperei mais uma hora para pescar, porque a maré ainda estava muito escorrida e as pedras onde tinha andado a mariscar, ainda estavam imersas. Seria nessas pedras que, em princípio, o peixe iria mariscar, dado que as mesmas estavam repletas de marisco. Escolhi o marisco e, separei o miúdo para engodar e o graúdo para iscar.
Chegado o momento ideal, porque as pedras já estavam quase submersas, comecei a pescar. Como se levantou um pouco de vento e, consequentemente, o mar, optei por armar a arte com a bóia de correr.
Isquei com furta camisas e, nos primeiros lançamentos, nada. Passada meia hora, sinto o primeiro toque e sai o primeiro sargo, à volta do meio quilo. Briguei mais um pouco e mudei de sítio, para não cansar o anterior. Bem dito, bem feito! Sinto logo um toque, que levou o caranguejo do anzol. Nova iscada e novo toque, com o peixe a desferrar-se.
Entretanto, o vento começa a apertar e o mar a lavajar a pedra, como que a dizer “Está na hora de levantares ferro!”
E assim foi. Fiz-me novamente à água e nadei trezentos metros para sair na praia, dado que, como estava a maré, era impossível sair no mesmo sítio onde entrei.



2ª Dia de Pesca - Sábado 23 Maio

Ventinho fresco de Sudoeste, foi como amanheceu o dia. Mas nada por ai além, pensava eu!
Chegado ao cimo de uma arriba, esperava-me uma caminhada e cerca de cem metros de descida. Para os cem metros de descida, são necessários quatro lances de cabo, sendo que um deles tem quarenta metros. Nada melhor para começar o dia que um exercício matinal, para aquecer.
Feita a descida, faltavam ainda percorrer trezentos metros, entre rebolos e laredo. Entretanto o vento de Sudoeste continuava a apertar.
Equipo-me e faço-me à água, nadando cerca de cinquenta metros até chegar à pedra ilhada. Como a maré ainda estava muito escorrida, comecei por mariscar. Apanhei umas unhas e uns mexilhões. Com mais os furtas que me tinham sobrado do dia anterior, chegava para umas horas de pesca.
Pois, eu disse “chegava”! Com o vento a apertar e o mar a lavajar a pedra, tive que levantar ferro, novamente. Triste sina a minha: dois dias seguidos a levantar ferro!
Toca a voltar para trás. Só de pensar, já estava cansado! Ainda se tivesse pescado alguma coisa…agora esmorecido…Bom, vamos embora! E lá fui eu.
Pelo caminho, falei com dois pescadores que estavam a pescar nos laredos. Perguntei-lhes o que é que tinham apanhado. Responderam que meia dúzia de peixinhos com um palmo. Pensei para mim: “Bom, afinal já não perdi tudo!”. Novamente arriba acima, demorando cerca de uma hora até ao carro.
Eu não queria acreditar, mas era verdade! Quando cheguei junto do carro, o vento tinha caído e o mar também. Não, não, já não volto para baixo!!! Tinha os bofes de fora e ainda me faltava um dia de pesca.



3º Dia de Pesca - Domingo 24 Maio

Não há duas sem três…Mas a isso já lá vamos!
Na noite anterior, o Nuno telefonou-me a dizer que o António e mais um camarada tinham apanhado vinte e nove peixes no sítio onde eu tinha estado no primeiro dia. Perguntei-lhe quais tinham sido as condições, ao que ele respondeu que o mar era manso e o peixe tinha morrido nos sítios onde fazia uma rabujinha de mar. Era sinal que o peixe, para morrer, não queria muito mar.
O dia começou logo mal. Uma chuvada torrencial, o céu negro e vento de chapa (Oeste). O mar estava todo partido, com umas borregas, mas não ultrapassava o metro e meio. Já que estávamos lá para pescar, eu o António e o Nuno equipamo-nos e posemo-nos a caminho, que se fazia tarde.
Ginástica matinal, que incluiu caminhada, pista de obstáculos e natação. Chegados à pedra ilhada, eu comecei a mariscar para apanhar isco, enquanto o António e o Nuno montavam as canas para sondar o pesqueiro.
Porque o António, no dia anterior, tinha morto o peixe ao reboliço ou engana, modernamente apelidado de chumbadinha, decidimos pescar dessa maneira. E os resultados foram imediatos. Começaram logo a sair os primeiros peixes. O António ferra um sargalhão que, no momento de virar, desferrou-se.
Mais uns peixes, e nisto o António começa a andar de um lado para o outro dizendo que tinha um peixe grande que se tinha prendido quando estava a recuperar a linha. Um belo robalo! Trabalhou-o para um caneiro e, com a ajuda do mar encalhou-o numa poça. Ao encalhar a linha foi à pedra e partiu-se, ficando o António com os pés a tapar a saída da poça, para que o robalo não fugisse. O Nuno foi em seu auxilio mas o robalo, que deve ter visto o DVD do Houdini, escapousse! Definitivamente, o António não estava em dia “sim".




A maré já estava toda escorrida e o peixe andava arredio. Paramos de pescar e fomos carregar baterias com o farnel. Aproveitamos, também, para mariscar.
Passadas duas horas, com a maré a subir, recomeçamos novamente a pescar. O mar começou a levantar-se e o Nuno optou por mudar de técnica. Montou bóia corrida, enquanto eu e o António continuamos a pescar ao reboliço. Foram saindo mais uns peixes e o António tirou um belo sargo, à volta de um quilo, ou mais.
Com o mar a apertar, já com cerca de dois a dois metros e meio, fomos obrigados a levantar ferro. Com eu disse, anteriormente: “Não há duas sem três!”. Ao todo, apanha-mos cerca de vinte e tal peixes. Podia ter sido melhor, se o tempo ajudasse, mas para a próxima há mais.





Abraço e saudações piscatórias

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Livros - Os Marisqueiros de Vila do Bispo


Titulo: Os Marisqueiros de Vila do Bispo
Autor: Carlos Manuel Maximiano Baptista
Prefácio: João Rocha Pinto
Fotografias: Rui Cunha
Editora: Algarve em Foco
Colecção: Temas e Estudos Algarvios nº23

Este livro, como o titulo indica, retrata a vida, os usos e costumes dos marisqueiros de Vila do Bispo. Dá-nos uma visão de como as gentes do mar viviam e subsistiam numa época dificil, em que tinham que repartir a vida entre o campo e o mar.
O livro está dividido em duas partes. Na primeira parte do livro, fala sobre o Mar, as Gentes e as Técnicas de Pesca. Na segunda parte abordam-se as Relações Sociais- Construção de uma Identidade.
E mais não digo, porque o melhor mesmo é ler e descobrir. Boas leituras!


Abraço e saudações piscatórias

Técnicas de Pesca – O Baracinho

Denominado Multifilamento, na gíria piscatória costumam chamar-lhe “Baracinho”, devido à sua elevada resistência.
Apesar da maioria dos pescadores só o utilizarem na Pesca Embarcada, no Jigging e no Spinning, existem alguns (muito poucos) que optaram por o utilizar na pesca à bóia. A adaptação a este fio, na pesca à bóia, é extremamente difícil e exige uma grande técnica, devido à espessura dos fios usados e à maleabilidade do mesmo. Para apurar e dominar esta técnica de pesca, são precisas inúmeras jornadas de pesca.
Quando se encolhe o fio no carreto, este tem tendência a enrolar-se por tudo o que é sitio. O mesmo acontece quando se dá fio do carreto. Outras vezes, porém, quando este está folgado, tem tendência a “enpaxar” e a fazer nós. O segredo está em manter o fio sempre sob tensão.
Uma das técnicas para trabalhar com o “baracinho” consiste em, à semelhança do que acontece na Fly Fishing, termos na mão uma quantidade de fio que nos permita trabalhar a bóia, dando e recuperando fio com a mão, mantendo-o sempre sob tensão.
Outra técnica, consiste em trabalhar com a asa de cesto, abrindo-a quando queremos dar fio, e recuperando com o carreto, sempre sob tensão, quando queremos recuperar fio.
As vantagens desta técnica são inúmeras, tais como: permite-nos executar maiores lançamentos, devido à espessura do fio; perdem-se menos bóias, porque a sua resistência é maior; o vento “pega” menos no fio, por causa da sua espessura; na água, se estiver folgado não afunda; a ausência de elasticidade, o que o torna mais sensível e permite uma melhor ferragem do peixe, e a sua durabilidade.
A espessura do fio que aconselho é o 0,22mm, porque não é muito fino para lançar e tem uma resistência considerável. Mais fino, obriga-nos a utilizar dedeira para lançar, e mais grosso, torna-se extremamente difícil de partir quando “enroca”.
Como estão a ver, é só vantagens! A única desvantagem é a adaptação. Compensa ter paciência e perder um pouco de tempo.

Abraço e saudações piscatórias

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Mariscar



Existem muitos pescadores que optam, por ser mais cómodo ou para poupar tempo, por comprar o isco. Outros há, não por uma questão de economia ou de tempo, que preferem apanhar o seu isco.
As vantagens de se optar por apanhar o isco, prende-se com o conhecimento que alguns pescadores têm da comedia que o peixe anda a mariscar. Muitas vezes, quando se amanha o peixe, deve-se reparar qual a comedia que o peixe contém no bucho. Outras vezes, quando estamos à pesca, deve-se reparar nas pedras em que o peixe “dá à barriga”. Depois, à maré vazia, tenta-se ver qual o marisco que as pedras contêm. Desta maneira, tenta-se compreender qual o isco adequado para a jornada de pesca.
“Nem todo o chão dá orégãos”, é uma velha expressão, usada pelos homens do mar, para distinguir entre os sítios bons e os menos bons para pescar. Quando se marisca, a situação é idêntica. Nem todas as pedras, por exemplo, são “perceveiras”. E daquelas que são “perceveiras”, nem todas têm marisco “forte”. Na pesca passa-se a mesma coisa. Nem todos os sítios são “quentes” de peixe. Isso deve-se à comedia que as pedras têm.
Para mariscar deve-se, preferencialmente, escolher a baixa-mar, pois possibilita-nos aceder a sítios, tais como fendas, poças, buracos, etc. que durante a preia-mar estão submersos.



Nas pontas de pedra, nos laredos, em pedras isoladas e fendas, é possível apanhar mexilhões, perceves, lapas, ouriços, caranguejos, etc.; nas lajes é possível a apanha de lapas, burriés, ouriços, etc.; nas poças pode-se apanhar camarão, caranguejos, polvos, chocos, ouriços, cabozes, etc.; junto das pedras rodeadas de areia, apanha-se minhoca da areia ou teagem e nos reboules encontram-se burriés, caranguejos, lapas, etc. Entre os mexilhões e os perceves existe a minhoca rabeadeira, excelente para a pesca.




Abraço e saudações piscatórias

Manutenção do equipamento – Lubrificar o carreto

Este é um aspecto que não devemos descurar, pois garante-nos a durabilidade, fiabilidade e desempenho do carreto. Uma boa lubrificação permite-nos que o carreto dure muitos anos sem o desgaste das peças e protegendo-o da água salgada e do salitre.
A lubrificação deverá ser executada todos os anos, antes do início da época de pesca.
Primeiro deve-se proceder à desmontagem do carreto e à lavagem das peças, de maneira a retirar a massa antiga. As peças do carreto deverão ser pinceladas com petróleo, a fim de ser retirada a massa. Deixa-se secar as peças, para que a massa adira bem.
De seguida, a massa deve ser aplicada em todos os sítios onde exista fricção entre metais, nomeadamente: nos rolamentos, no veio, na roda de corroa, no pinhão de ataque, no sem-fim, no interior da cavidade onde encaixa a manivela, entre a asa de cesto e o rotor, no rodízio, no drag e no interior da bobine, onde entra o veio.
A massa, que eu utilizo, consiste numa mistura de massa Grafitada, usada nas caixas de velocidade dos carros de competição, para não provocar desgaste nas peças; massa Blue Marine (Mitchell), que protege as peças da água salgada e do salitre, e óleo Gamo, para limpeza e lubrificação de espingardas, que faz com que a massa não fique muito densa. A massa muito fina tem tendência a escorrer das peças, enquanto que a massa muito grossa torna o carreto perro. A massa não deverá ser aplicada em excesso.
O rodízio, como é a peça que mais exposta está à água salgado e ao salitre e a que, porventura, mais trabalha, convém, de vez em quando, colocar umas gotículas de óleo.
Para finalizar vou-lhes dar o meu exemplo. Possuo um carreto (fig.1) com cerca de quinze anos, com o qual pesco quase todos os dias à bóia e ao fundo, já tendo apanhado arroubas de peixe e, apesar de exteriormente ter um aspecto lastimável, por dentro está impecável, parecendo o seu trabalhar um relógio Suíço.


Abraço e saudações piscatórias

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Material para Pesca Ilhada

O fato
Neste tipo de pesca, esta é uma peça essencial pois protege o pescador do frio e das rochas. Este deve ser tipo Surf/Bodyboard (fig.1) e ter a espessura de 2/3mm ou 3/4mm, porque depois do pescador estar em cima da rocha o fato começa a secar e torna-se quente. Deve ser reforçado nos cotovelos, no rabo (fig.2) nos joelhos e nas canelas (fig.3), de maneira a proteger as partes do corpo que estão mais expostas a possíveis contactos com a rocha. Se se sentir muito calor, deverá optar-se por abrir o fecho, despir a parte superior ou então introduzir um pouco de água pela parte superior do fato.





A prancha
Este vai ser o meio de transporte utilizado para acedermos às pedras ilhadas, pelo que devemos escolher a prancha de Bodyboard de acordo com a nossa altura e peso. Aquando da compra da prancha, a mesma deverá ser colocada com a parte traseira no chão e a parte da frente deverá chegar ao umbigo ou passar, no máximo, três dedos. Quanto ao peso que a prancha aguenta, dever-se-á optar por uma prancha que aguente mais peso do que a nossa massa corporal, pois no regresso temos que contar com o peso das capturas. A prancha deverá ser envolta, na parte superior (fig.1), por uma rede elástica a fim de evitar, na eventualidade da prancha se virar, que o material e o pescado caiam ao mar. Na parte inferior(fig.2), deverá ser colocado um cabo elástico, entrelaçado com a rede, de maneira a fixar a mesma à prancha.


   
As barbatanas
Para a locomoção teremos que forçosamente utilizar um par de barbatanas. Estas deverão ter várias características de maneira a nos possibilitar um melhor rendimento. O pé da barbatana (fig.1) deverá ser rijo, de maneira a não nos magoarmos na palma e peito do pé quando nadamos, e não ser perfurado pela rocha ou pelo marisco que se encontra nas mesmas. Deverá, também, ter uma sola com rasto, de maneira a não escorregarmos, e permitir que se calce e descalce fácilmente. A pala(fig.2) deve ser curta de maneira a nos podermos movimentar bem quando entramos e saímos de dentro de água. As barbatanas devem ser leves, de forma a não nos cansarmos e não magoarmos os pés.



A mochila
De maneira a transportarmos o material de pesca, a mochila é uma peça essencial. Esta deverá ter capacidade mínima de 20L e dois compartimentos (fig.1). Na parte lateral (fig.2) deverá ter porta-bastões para o transporte da(s) cana(s). Deverá, igualmente, ter a capacidade de se colocar um reservatório para o transporte de água (fig.3) e apertar na cintura para não oscilar.




O calçado
Existem no mercado vários tipos de calçado e adaptadores antiderrapantes para calçado que nos proporcionam caminhar sobre a rocha sem escorregarmos. Como estas pedras contêm muito marisco, algas e outros obstáculos que nos dificultam a locomoção, deveremos escolher um tipo de calçado que nos permita mover sem dificuldades. Dos muitos anos de experiência que tenho nesta matéria, aconselho sapatos de jardinagem (fig.1), porque são baratos, leves, maleáveis e têm uma sola com um bom rasto.



As luvas
Com o intuito de evitarmos lesões nas mãos, aconselho que os pescadores se protejam usando umas luvas. Quando se sobe para a pedra, muitas das vezes as mesmas apresentam arestas e marisco que nos podem cortar as mãos. As luvas devem ser finas, para que tenhamos sensibilidade ao tacto e devem ficar justas à mão (fig.1), a fim de evitar que as mesmas saiam. Nas palmas das mãos, as luvas, devem conter um material antiderrapante e protector (fig.2), para nos permitir uma maior aderência e protecção.


  

Abraço e saudações piscatórias

Pesca Radical

Cada vez mais o peixe desenvolve e cria defesas que levam os pescadores a procurá-lo em sitios recondidos. Esta pesca é realizada em sitios de dificil acesso, que pela sua natureza geográfica apresenta barreiras quase intransponiveis. Este tipo de pesca, como o nome indica, é arriscada, pelo que envolve factores de segurança que não devem ser descurados. Para a praticar, o pescador, deve estar bem apetrechado com equipamento que garanta a sua segurança. Existem dois tipos de Pesca Radical: pela costa e por mar.

Pela costa
O pescador procura sitios de dificil acesso que lhe proporcionem pesqueiros pouco frequentados, onde o peixe não está habituado à presença humana. Geralmente, para aceder a estes pesqueiros, o pescador deverá recorrer a equipamentos de escalada, tais como cabos de escalada, arnês, mosquetões, roldanas, etc... A nivel de vestuário, deve-se utilizar roupa larga, tipo fato-de-treino, que facilite e não impeça os movimentos. No calçado, deve-se optar por sapatos, tipo caminhada, confortáveis e maleáveis com sola com rasto, que proporcione uma excelente aderência ao piso irregular e escorregadio. Nos sitios com grandes falésias ou arribas é aconselhável a utilização de capacete de escalada, devido à eventual queda de pequenas pedras. Dever-se-á estar atento a uma possivél derrocada. Um bastão de caminhada também é aconselhável, em situações de chuva ou com o piso húmido.

Por mar
O pescador deverá procurar pedras ilhadas que sejam pouco frequentadas por embarcações. O acesso a estes pesqueiros é feito através de uma prancha de Bodyboard. A prancha de Bodyboard deverá estar equipada com um shop, que ligará o pescador à prancha, um apito, para situações de emergência e uma rede elástica, que cobrirá toda a parte superior da prancha. Esta rede destina-se a acondicionar o pescado e outro material, de forma a que, numa situação em que a prancha se vire, o pescado e o material não caiam à água. O pescador deverá, ainda, utilizar umas luvas, calçado apropriado para caminhar sobre a rocha, um par de barbatanas, uma mochila e um fato de surf/bodyboard reforçado nas canelas, joelhos, cotovelos e no rabo.

Muito importante!!!
Esta pesca nunca deverá ser feita por apenas uma pessoa. Deverá arranjar-se um camarada que nos acompanhe nestas jornadas para nos poder auxiliar em diversas situações, incluindo as de risco. Como na maioria das vezes estes sitios não têm rede de telemóvel, dever-se-á comunicar, em casa ou a um amigo, o sitio para onde vamos. O carro deverá ficar em local bem visivel. Só deverá iniciar-se neste tipo de pesca, pescadores com muitos anos de experiência, afoites, sem vertigens ou tonturas, em boa forma fisica e que saibam nadar bem. Quanto aos restantantes, desaconselho vivamente.



Abraço e saudações piscatórias

Tabela de Marés

 

Blogs

Estado do Mar

Tempo




Classificados



Refª: 001

Artigo: Carreto
Marca: Banax
Modelo: Hera 800
Peso: 345gr
Cap. Linha: 0,30/130
Rolamentos: 5+1
Rátio: 5.3:1
Preço: €40

Refª 002 - Vendido


Artigo: Cana
Marca: Barros
Modelo: Energy Game 4
Peso: 360grs
Comprimento: 5mts
Acção: 5-100grs
Obs: Porta carretos e passadores Fuji - Hook up 4Kgs
Preço: €40

Refª 003


Artigo: Cana
Marca: Daiwa
Modelo: Top Caster
Comprimento: 4,5mts
Preço: €50

Refª 004


Artigo: Cana
Marca: Prosargus
Modelo: Titanium Float
Comprimento: 5,5mts
Acção: 5/80grs
Preço: €90
Observações: Semi-nova

Fases da lua


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